quarta-feira

A(s) Praxe(s)

A verdade é que eu não sou a favor das praxes, sou a favor da Praxe. E a razão é simples: eu estive em praxe, eu fui praxada, eu vou voltar a ser praxada e espero para o ano praxar, eu fui à praxe e fui de moletas, saida de uma operação há pouco mais de uma semana... e que bem que fui, fui a medo pois 'tá claro, sem conhecer ninguem quando já todos se conheciam. E foi ai que o horror começou, os meus superiores foram horriveis, eles de 5 em 5 minutos perguntava-me se estava bem, perguntava-me se eu me queria sentar, cada vez que eles me perguntavam isto era agonia total, rezei para que aquilo acabasse, pior que isso foi os dias que se seguiram... eles tentaram arranjar jogos em que eu pudesse participar, em que eu pudesse ser caloira praxada como os outros. A cada dia de praxe eles deixavam me conduzir o passo dos meus coleguinhas para que não me acontecesse nada, eles tiveram em atenção tudo o que se passava à minha volta. Eu estava de moletas, os meus colegas não, e tudo isto que eles me fizeram passar, fizeram-no também aos meus colegas, humilharam-nos com esta preocupação, chegaram ao ponto de terminar uma praxe porque alguns de nós não estavam bem, conseguem perceber o quão horrivel isto foi? Percebem porque nunca mais lá metemos os pés? Pessoas que se preocupam connosco a praxar? Seria necessário chegar a este ponto? Tamanha barbaridade. 
Isto é a Praxe, isto é aquilo a que sou a favor... que inclui humanismo.
EU fui integrada, pela Praxe, pelos praxantes, pelos sapatos pretos, pelos berros, EU fui, e insinaram-me a dizer não quando calcassem a linha dos meus valores. A praxe é voluntária, a praxe ensina, a praxe faz pensar, a praxe faz rir, a praxe faz chorar, a praxe faz querer voltar. A praxe somos nós que a fazemos!

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