terça-feira

Por vezes tomo as coisas dos outros demasiado minhas,

Se o amor se acaba sentimo-nos idiotas por alguma vez termos tentado e depois de muito idiotas nos termos sentido, sentimos o arrependimento de nunca termos tentado uma segunda vez. Acabou e ficamos ali, sem combustível, literalmente, e não me venham com tretas, sim sem amor somos alguém, mas não somos muita coisa, não somos dois corações bem compassados, com trilhos e caminhos diferentes, com vitórias opostas, mas que vão na mesma direcção, que escolhem o mesmo local de encontro, mas com amor corremos nesse caminho fora sem medo, andamos sempre mesmo que desaceleramos de vez em quando. Mas quando ele acaba, oh quando ele acaba, tanto é culpa dele como nossa, é amor de ambas as partes, quando acaba nada pega, então é esperar que alguém nos encontre, ou isso ou vamos a pé.
Mas das coisas que mais me apercebi é que se de vez em quando o amor não é gasolina então é agua. Não é importante na mesma? É só mais transparente, com menos cor, menos muita coisa, mas anda não anda?
Se tentarmos à primeira e não der, tentasse à segunda, à quarta, à quinta, à sexta, as vezes que forem precisas para nos apercebemos que só pega quando nos esforçamos a empurrá-lo.

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