terça-feira

sai do sapato

Enquanto desfolhava, ou folheava os livros, como queiram (a diferença está em que num arrancam as páginas e noutro viram-nas) apercebi-me do meu sentimento de revolta... não era por ser incompreendida, não era por não tirar uma grande nota no exame, era primeiramente por saudade, e depois por ter compreendido demasiado...
Eu gosto das pessoas, gosto mesmo muito de pessoas. Gosto de pessoas estranhas, fracas, fortes, gosto também das mesquinhas porque são as que têm mais a roer, gosto também das falsas e das egoístas porque são para mim um obstáculo e um caminho de aprendizagem. Mas o que não gosto nada de nada de nada, é que as pessoas que adoro sejam assim, isto está fora de questão, não consigo adorar, ou amar, nada disto, isto é apenas um pequeno à parte.
E a revolta alojou-se quando me apercebi que uma pessoa que me viu crescer, me amou como mãe, me tratou, cuidou e muito mais, que me diz amar como uma filha, uma pessoa pela qual eu sentia alguma admiração, mostra garras e armas e me arrasta para uma guerra que nunca na vida farei eu parte. Primeiro amolece-me com ditos e meios ditos de que eu, pobre de mim, não tenho culpa, que eu é que estou a sair lesionada, que não mereço e blá blá blá, que não é ela que espeta os ferros quentes... depois diz que não diz mais nada porque ainda acham que me está a virar ao contrário, e que já chega disto tudo. E eu pronto dou a mão à palmatória porque não estou a tomar partido de ninguém, ninguém mesmo, são gente que se entendam que eu nem de fora nem de dentro fico a ver.
Depois piora, piora tudo e arrasta me para o problema, para o foco, nem é para o epicentro, é para a porra do hipocentro, e eu que me desenmerde. E ai ela já não se cala, e fala, e culpa milhentas pessoas, menos a ela. Faz força e pressão para me virar do avesso, e as conversas que começam normalmente acabam com ela a falar do quintos dos infernos e a moer-me o juízo. A mim, que estou em época de exames e já disse bem alto que me estou bem a borrifar para o raio dos problemas que teimam em criar, epah cresçam, ou melhor ela que cresça. Porque uma coisa é termos um problema levantado e deixa-lo lá visto que não há solução,acabamos por aprender a lidar com ele, outra coisa é tentar aumenta-lo e arrastar o maior numero de pessoas para ele, pessoas que refiro: ESTÃO SE BEM A BORRIFAR PARA A PORCARIA DO PROBLEMA, e que nem sequer estão numa zona neutra, apenas NÃO ESTÃO EM LADO ALGUM.
É assim que as pessoas nos desiludem, é porque as adoramos e dávamos tudo por elas, até que nos mostram as garras de fora e nos atacam a nós que entraríamos na boca de um leão por amor e fidelidade. É quando mais doí...

desculpem lá, mas ou era assim ou não aguentava... é a vida

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