segunda-feira

a carta a uma pessoa que não falo tanto quanto queria - o numero que a MariadeLurdes escolheu

Esta carta seria perfeita para a Inês, nós não falamos tanto quanto eu desejaria, no entanto com o tempo apercebi-me que eu e a Inês, não somos de conversas diárias, ou permanentes, não somos de coisas comuns de 'então que fazes' eu e a Inês somos de coisas mais à séria, mais raras até, somos mais do silêncio e das cartas do que propriamente das conversas constantes. Mas falarei da Inês numa outra carta, tenho a certeza disso.
Agora, eu não falo tanto quanto desejaria com o Simão, acho que é mesmo com ele. Aliás não falamos de todo.

Caro Simão,
Não sei de ti. Não sei que fizeste, ou porque desapareceste. Na verdade não tenho assim grandes saudades tuas nem quero que voltes. Mas as nossas conversas de vez em quando sabiam que nem cerejas, é que por muito mal que estivesse tu cagavas e andavas, mandavas uns bitaites e lá me animavas. Era a tua maneira de ser, ou é, ouves, interiorizas, respeitas, aconselhas e depois mandas tudo para trás e mandas vir a festa. Mas pronto cada um sabe de si, cada um faz o possivél, tu escolheste e eu aceitei. Até nunca.
P.S.: apesar de tudo, tu és um rapaz que vale bem a pena a amizade, só não podemos ser imperfeitos.

Um adeusinho, daquela que te suportou quando mais ninguém o fez.

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